domingo, 18 de junho de 2017

Relato festa junina na ACBJ-PB - 17/06/2017





Por Alice Lumi Satomi

No encontro junino 2017, de iniciativa do Projeto Cultura Oriental, vieram umas 22 pessoas trazendo comidas típicas, gravações (Angelus e Robson), e a companhia de sábios literatos como João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira (recitados por Carla), Bashô e Leminsky (por Eunice), e os paraibanos Zé da Luz, Chico Pedrosa e Pedro Fernandes (por Jaqueline) e Jessié Quirino (por Onivaldo). Eunice Boreal se revelou uma poetisa repentista e Onivaldo um ator comediante. Grata a todos que vieram (Takako, seu hóspede do Japão), Angelus, Luiza, Thomaz, Durce, sobrinha e Marcos, Carla, Jaqueline, Robson, Onivaldo, Eduardo, Percília, Isaías, Eunice e o diretor de teatro, Fernando, Mayara, Márcia e irmã) e, especialmente, aos que tornaram o nosso sarau (mais poético do que musical) num encontro especial cheio de momentos reflexivos, sensíveis e também hilariantes.

domingo, 14 de maio de 2017

Coro Hatsuhinode - Relato visita ao Abrigo AMEM


Associação Metropolitana da Erradicação da Mendicância pelo Coro Hatsuhinode


13 de maio dia de luta contra o racismo.
Após atravessar a alameda refrescante de árvores da Reserva da Restinga (conhecida como Mata do AMEM), o clarão do final do acesso que desemboca na linha de trem João Pessoa - Cabedelo, indica a chegada ao abrigo.
Um pouco menos de dezoito pessoas entre 88 e 92 anos, já aguardavam no salão principal, em silêncio, como crianças bem comportadas sentadas em suas cadeiras, algumas com rodas, outra com andador ou muleta.
Receberam doações em alimentos, roupas, material de limpeza e higiene pessoal, generosamente, preparadas pelos sócios da ACBJ-PB, dos integrantes do T’a-ichi Chuan e principalmente, dos membros do coro.
A intenção primeira é assistencialista, levando doações e música, mas no final há uma troca edificante.
A maioria se dispôs a participar do aquecimento corporal, exercícios físicos nas extremidades do corpo, aceitando massagens dos nossos coristas, antes do aquecimento vocal dirigido por Robson.
A sequência do nosso programa de canções: Baião de Ninar (Edno Krieger); Furusato (Okano/Takano)/Ai que saudades d’ocê (Vital Farias); Cantiga de Manoel Leandro (PI); Pavão (Paulo Ró)/Nanatsu no ko (Noguchi/Motoori)/Sansa kroma-Cangoma (África do Sul, MG); Balão, (Kana Aoki); e Ue wo muite - Olhando para o céu (Rokusuke). Repertório em homenagem às mães e ao 13 de maio, através de cantigas de ninar, saudades da terra natal, do amor, cantos libertários e de emancipação. Ouviram atentamente a narrativa explicativa e dos próprios textos poéticos das canções. Podia se ouvir alguma voz ou batuque tímido, por parte dos ouvintes, tentando acompanhar a melodia até do interlúdio da flauta, do violino, ou da própria melodia e o ritmo local.

O gratificante é constatar o poder da música ao ouvir as devoluções em forma de aplausos, sorrisos, brilho nos olhos, poesia, canção e a prosa sobre entes queridos, viagens e fase produtiva. O poeta homenageou as mães, a sua terra natal, sua irmã. O ex-representante de laboratório entoou o trecho da canção à mãe do pracinha que vai para a II Guerra
Abençoadas pela manhã de hoje, a presença e a vontade de compartilhar de cada integrante do coro[i] e do abrigo da AMEM. Gratidão pela troca de música e poesia, memória, sentimento e, sobretudo, de energias, sorrisos, atenção, carinho, bem estar e empoderamento.

João Pessoa, 13/05/2017
Alice Lumi Satomi
Coordenadora do Coro Hatsuhinode e do Projeto Cultura Oriental: práticas musicais, linguísticas e psicossomáticas
 



[i] Participantes do coro: Laurinda, Luiza, Neide, Mira (sopranos); Alice, Marcela, Márcia, Mayara (contraltos); Angelus, Djalma, Eduardo, Yatoji (tenores); Fernando, Luiz, Tomaz e Robson (baixos)
 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Relato do II Dia Mundial do Taichi e do Chikung da Paraíba

29/04/2017, Busto de Tamandaré, 7h00~9h00



Texto: Alice Lumi Satomi




Na sombra tímida dos coqueiros
Houve o encontro da Escola Wu e Pai Lin
Integração, trocas de conhecimento e
Confraternização no lanche coletivo

Objetivos alcançados:
·       Agradecimento aos mestres, através dos seis sons;
·       Divulgação para os transeuntes através de banners, panfletos e esclarecimentos, prática de alguns exercícios das 9 dobras, dos órgãos internos e da Sequência das formas
·       Meditação em mantra pela paz mundial, envolvendo desde o individual, família, amigos, comunidade, até a nação e o planeta.


Encontro de Companheiros do Tao da Linhagem Pai Lin


Grupo da Paraíba com mais alguns participantes

 

Relato Encontro de Companheiros do Tao da Linhagem Pai Lin – Mestre Liu Chih Ming – 2017

 Texto: Alice Lumi Satomi



Encontro do Tao 2017
Temperatura amena
Árvores sábias no amplo espaço verde
Danças Taichi das carpas coloridas
Ventos em favor da direção do Tao
do caminho da iluminação

No gramado
Ki gong, 6 sons e sequência das 37 formas
Junto com a terra que exala a névoa branca
Puxada pela energia do céu
Limpeza das energias turvas
Harmonia dos praticantes com a natureza

Na espontaneidade (Extra programa)
Integração, cordialidade, novos contatos,
Conexões de conhecimento
Na generosidade, foi compartilhada
Outra arte do caminho: a do ikebana

No auditório
Palavras do mestre Liu Chi Ming
Sabedorias herdadas sobre princípio gerador,
Sistemas binário, quinário e octonário
Trigramas e hexagramas
Na auto-massagem, respiração, alimentação
Bagua, Ki Gong e I Ching
Virtudes e equilíbrio das emoções
Segredos da paisagem interior, longevidade
Meditação pela paz interna e mundial
  


domingo, 5 de março de 2017

FEMOCS - Festival de Movimentos, Corpo, Sabores e Sons.


“Arte da Meditação em Movimento”, assim é conhecido o T’ai-chi chuan na China, sendo depois adotado no ocidente como Terapia Psicossomática. Trata-se de uma sequência de movimentos inspirados na arte marcial, na leveza, destreza e equilíbrio dos animais e da natureza. Para conhecer um pouco mais sobre a prática e benefícios do T’ai-chi chuan para o corpo e mente, estudantes matriculados em Instituições de Ensino Superior da Paraíba poderão se inscrever no FEMOCS/Praia, que acontecerá no dia 11 de março na praia do Cabo Branco e no Sesc/Cabo Branco, selecionando a opção Oficina de Tai Chi Chuan, que será ministrada por Alice Lumi Satomi das 7h às 8h30.

As inscrições serão realizadas no site redeparaibaemmovimento.com.br de 06 até 08 de março. Para se inscrever os estudantes deverão anexar um documento que comprove sua matrícula ativa em uma Instituição de Ensino Superior da Paraíba (IES/PB). Cada participante poderá se inscrever em duas oficinas (das 22 oferecidas). As oficinas terão início nos horários definidos na programação. A entrada dos participantes será permitida até, no máximo, 20 minutos depois de iniciadas as atividades. Depois não haverá mais acesso à área das oficinas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

SONS E CORES DO JAPÃO EM DESTAQUE NA CAPITAL PARAIBANA



XAVIER, Fábio de Souza (bolsista discente)

O XI Festival do Japão na Paraíba – realizado pela Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba, com o apoio do escritório Consular do Japão no Recife, da Universidade Federal da PB e da Energisa – tornou-se parte da agenda cultural pessoense e tem conquistado, todos os anos, mais frequentadores em busca das atividades e oficinas voltadas à cultura nipônica e afins.
De 16 a 18 de setembro a Usina Cultural Energisa se enfeitou com as flores do sakura e do ipê brasileiro, e acolheu a múltipla cultura japonesa: os matizes de seus kimonos e ikebanas, a disciplina das técnicas do origami e das artes marciais, a simetria, as texturas e cores da arte da cerâmica, do washi-e (papel japonês) e os vastos sabores da culinária: todos esses elementos culturais sob a iniciativa da ACBJ-PB, sobretudo dos associados descendentes (que engloba crianças, jovens, adultos e a simpática turma da melhor idade), que recebiam os visitantes com um pouco de suas raízes e cultura.
O Projeto Cultura Oriental (Práticas musicais, linguísticas e psicossomáticas), coordenado pela profª Drª Alice Lumi Satomi (UFPB), marcou presença no evento, exibindo parte de sua produção do ano de 2016: o coro Hatsuhinode, o grupo T’ai-chi Pai Lin PB, o Jampakoto com o grupo de dança Engenho imaginário e o grupo de Tatakinan (tambores taiko) mostraram ao público suas performances e oficinas nos três dias festivos. A sutileza da música e da língua japonesa e a arte marcial chinesa foram algumas das atividades ofertadas no fim de semana pelos integrantes desses grupos.

Hatsuhinode 

O Coro Hatsuhinode se dedica a um repertório japonês que dialoga com canções de outras culturas, sobretudo da brasileira. Assim, vem sendo reconhecido pelo público mais amplo, a exemplo do convite para participar da Mostra Energisa de Corais 2015 e já é o segundo ano que foi selecionado pelo Festival Paraibano de Coros (Fepac), que acontecerá em novembro próximo. Pelo alcance em projetos sociais e sua proposta de inclusão, o coro foi contemplado no ano passado com o Prêmio Elo Cidadão de atividades de extensão da UFPB. O repertório intitulado “Canto de (Alg)um Lugar”, que vem sendo ensaiado desde 2015, foi selecionado pelo Edital de Circulação de espetáculo pelo Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos (FIC-PB). O roteiro do recital está dividido em três partes: o entre lugar Brasil-Japão, lugar planeta água com suas questões ambientais e o lugar poético da saudades.
Desde o mês de julho, o coro contou com a participação de seis novos coristas, sendo que uma parte considerável é oriunda do grupo de T’ai-chi Chuan do projeto e de outros vínculos com a universidade, o que demonstra uma interdisciplinaridade e integração das práticas.
Na primeira noite do festival, o coro executou o Hino Nacional Japonês (Kimigayo) com a plateia e convidados. Durante a preparação para o evento, uma das atividades desenvolvidas pelos coralistas foi a leitura do poema – escrito em estilo waka, tradicional forma poética japonesa – conduzida pelos descendentes japoneses e uma tradução aproximada de seu sentido geral.
Na cerimônia de abertura, o coro cantou com a plateia o hino japonês e o brasileiro. Após as palavras das autoridades presentes, o Hatsuhinode mostrou parte de seu repertório, com canções da série “Lugar Saudade”, que refletem esse sentimento e suas facetas: saudade dos que partiram para outro plano (Shabondama e Jardim da Fantasia) e saudades da terra natal e do amor (Furusato/Ai que saudade d’Ocê/Sukiyaki). Uma das novidades da apresentação foi a inclusão da divertida canção Lagartixa, uma versão de Décio Marques para música de Ravi Shankar que recebeu do músico Fernando Pintassilgo um singular toque de marimbau, instrumento popular nordestino.
Nos dois dias consecutivos, o Hatsuhinode mostrou ainda um repertório japonês que transita entre os clássicos do cancioneiro infantil (Shabondama), da música urbana enka (Kawa no nagare), até as produções contemporâneas (como a revigorante e encorajadora Hana wa saku).
No segundo dia, os integrantes do coro participaram de uma oficina de técnica vocal junto com a plateia, conduzida pelos preparadores vocais Christiane Alves e Fábio Xavier: alongamentos, aquecimentos, exercícios vocálicos, técnicas de respiração oriental (Takashi Nakamura) e relaxamento corporal. A plateia foi bastante participativa nessa atividade que transcorreu na tarde do sábado (17set).
Os reforços dos cantores Robson Lima e Christiane Alves e a presença do regente Onivaldo Junior foram primordiais para o embelezamento da performance musical do Hatsuhinode durante o evento. No entanto, todos os integrantes do coro, desde os veteranos da comunidade de descendentes japoneses (alguns dos quais enfrentaram recentemente problemas de saúde) aos mais novos coralistas (Djalma, Joseneide, Marcela, Márcia, Elane e Valmira) que demonstraram sensibilidade e compromisso com o grupo e com o evento. 

T’ai-chi Chuan 

Na manhã do domingo (18set), o grupo T’ai-chi Pai Lin PB (conduzido pela mestra Alice Lumi Satomi) recebeu a visita de integrantes de outras duas escolas, que desenvolvem atividades na cidade de João Pessoa. Assim os estilos chen e yang estiveram representados pelos instrutores Jader Duarte e Matheus Cruz, respectivamente.
A união de praticantes de distintos estilos proporcionou uma salutar troca de informações e experiências entre os três grupos. A instrutora Alice Lumi Satomi organizou a oficina aberta em três momentos: dois de exercícios preparatórios (flexibilização das dobras e chi-kung) e um de Sequência das formas. O público presente, alunos e curiosos puderam assistir praticando as semelhanças e especificidades de cada estilo. E, também, sentir os benefícios (sensibilização, consciência e bem estar) de uma prática psicossomática, integrando corpo mente e espírito, ou seja um trabalho físico e de meditação. Ao final o prof. Jader Duarte fez uma bela demonstração da forma T’ai-chi com espada ao som da doce voz de Christiane Alves, sua assistente e esposa.

Sakura” Jampakoto e Engenho imaginário 

Sakura” é um experimento de improvisação em dança e música, produzido por grupos vinculados à UFPB. O grupo Engenho Imaginário, sob direção de Valeska Picado, foi criado em 2007e desde então vem desenvolvendo trabalhos nas áreas de teatro, dança, circo, música e audiovisual. Criado em 2005, o Jampakoto é um grupo musical da ACBJPB que utiliza instrumentos orientais tradicionais, como o koto e flautas chinesa e japonesa. A apresentação completa apresentada nos dois últimos dias foi composta por quatro partes: prelúdio, o inverno, o desabrochar da Sakura, o verão. O tema do espetáculo é a renovação da vida com base no Salmo 30:5 (parte B) da passagem bíblica “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” e na lenda de Amaterasu (deusa do sol). O espetáculo “Sakura” foi destaque no Projeto Aldeia Sesc Paraíba 2015, obtendo os prêmios de melhor sonoplastia e de melhor iluminação do evento. Desta vez foi a estreia da composição de Alice Lumi, chamada “lamento de Amaterasu” com menções a cantigas indígenas e okinawana.

Taiko 

Dentro do espírito descontraído do festival, o grupo de Taiko (tambores japoneses) contagiou a plateia em suas performances nos três dias do evento. O soar das cinco peças executadas nas apresentações e também oficinas mostram a densidade dessa arte vinculada à ancestralidade japonesa. O grupo conta com 13 integrantes, sendo que oito passaram a compor seu quadro mais recentemente.
O Festival de Cultura do Japão transcorreu em um clima de muito empenho por parte de todos os associados, voluntários, ministrantes de oficinas e funcionários da Usina Cultural Energisa. A dedicação de todos transformou o final de semana em um belo encontro de união de culturas e povos.

Ganbarê Nippon!




Veja mais fotos do Festival aqui: http://acbjpb.org/2016/09/19/xi-festival-do-japao/
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